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O Algarve Necessita de Matadouro

Tendo em conta que: 

No final da década de 90, encerraram na região os vários matadouros municipais até aí existentes.

Tal aconteceu a pretexto da inexistência de condições (financeiras) para a sua modernização individual. Foi defendido, na altura, que só a construção de um único matadouro central permitiria, com custos razoáveis, a existência na região desta infra-estrutura, operando segundo as modernas técnicas higio-sanitárias e de salubridade.

Foi então construído um matadouro central, em Loulé, para satisfazer as carências regionais a este nível.

Por motivos vários, sobretudo atribuídos ao seu inadequado dimensionamento e à incorrecta gestão, o seu funcionamento foi efémero (15 anos), estando a região privada de matadouro há já cerca de 2 anos. 

Os criadores de gado algarvios têm que efectuar longas deslocações a Beja ou ao Montijo, para abaterem os seus animais, com o acréscimo de custos inerentes e com a consequente distorção da concorrência com os seus pares.

Mais do que uma vez tem vindo a público a existência de abate clandestino de animais o que é mais um alerta para esta insuficiência regional.

A Assembleia Municipal de Faro, reunida em sessão ordinária no dia 26 de Fevereiro de 2009, delibera:

1. Manifestar a sua preocupação pela existência desta grave carência regional que implica directamente com o agravamento de riscos para a saúde pública da população e com desigualdades competitivas entre criadores de gado de vários pontos do País.

 2. Apelar ao governo, através do seu Ministro da Agricultura, para que encontre as soluções mais adequadas que levem à resolução deste problema.

O representante do Bloco de Esquerda de Faro

Vítor Manuel Bexiga Ruivo

 

Enviar à Direcção Regional de Agricultura, Comissão de Coordenação Regional do Algarve e Ministros da Agricultura e Economia.