ria formosa

Ria Formosa
Outubro 1, 2008 12:00 AM

Na sessão da AM de Faro que se realizou ontem, 30 de Setembro, foi unanimente aprovada, por proposta do BE de Faro, uma moção reivindicando mais participação e decisão cidadã no Polis da Ria Formosa. 

Opinião

O turismo náutico é um tipo de turismo cada vez mais em moda e com tendência à massificação (…). No caso do projeto para Olhão, em que o porto de recreio e a área de navegação se encontram em plena Ria Formosa, colocam-se todos os problemas ambientais e socio-económicos que daí advêm (…): põe em risco o equilíbrio ecológico da área protegida da ria; (…) põe risco recursos de pesca com papel importante na economia local e qualidade de vida das populações; (…) prejudica a relação visual com a ria e a preservação da imagem global de açoteias e mirantes que identifica a cidade cubista; (…) implica a deslocalização de atividades tradicionais, o que irá destruir modos de vida únicos e autênticos que fazem parte de uma apropriação popular das zonas ribeirinhas (…) (VER ARTIGO COMPLETO NO INTERIOR)

Era uma vez dois príncipes que nasceram muito simpáticos para o povo (…). Um tornou-se rei com todo o aparato, pompa e reconhecimento dos donos do império (…), o outro diz que abandonou a corte mas conspira com castelhanos e afins aspirando lá voltar.  (…) Ser ou não ser rei, eis a questão. Mas cuidado que o descontentamento continua e a república espreita - a populaça quer é qualidade de vida para todos no reino de Olhão! (ver desenvolvimento no interior da página)

Foi vice-rei e agora é rei e rei quererá ser! (...) quer deixar marca – daí que o cognome seja o marcador. O Mandato que é reinado, o concelho que é feudo, o futuro que é visão divina de capricho e epopeia, o poder que é a corte e a embaixada mercantil de privilégio régio, os outros que são os súbditos, os vassalos ou os conspiradores das bombas, os viveiros, os resorts, as marinas e os hotéis que são os castelos e as coutadas, a postura que é a verdade absoluta de inspiração divina, superior, acolchoada no berço, nos secretismos iluminados e nos golpes palacianos de toda a estratégia e propaganda... (ver desenvolvimento no interior da página)

A democracia é algo que se conquista, mas é um trabalho sempre inacabado, um caminho ainda por percorrer, um exercício permanente de vigilância e de defesa dos direitos conquistados.

Esperar-se-ia que vinda esta intervenção de uma das bancadas da oposição, esta se centrasse na enumeração de obras públicas, grandes e pequenas que ficaram por fazer, ou no enunciado exaustivo de apoios a grupos e coletividades que não foram concretizados, certamente que tal não seria tarefa difícil. Mas a divergência política vai muito além das listas de obras feitas ou por fazer, de subsídios distribuídos ou não distribuídos. A nossa divergência com a coligação que tem governado o concelho é tanto no campo das ideias como no das práticas.

Combater a abstenção é dar continuidade à democracia, o voto é a arma democrática de todo um povo, de todas e de todos a partir dos 18 anos de idade. É preciso que a sociedade e os poderes políticos façam mais pelos jovens, incentivando-os a irem votar e a participar na política, o mesmo sucedendo em relação a todos aqueles que deixaram de votar.