Realizou-se ontem, dia 18/6, a Assembleia de Freguesia da Sé, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Discussão e Votação da 1ª Revisão ao PPI e Orçamento do Ano 2009
Após breve discussão, foi aprovado o documento apresentado pela Junta, com os votos a favor do PS e a abstenção do PSD, CDU e BE.
No período antes da ordem de trabalhos, foi manifestada pela CDU e pelo BE solidariedade com os trabalhadores que àquela hora se encontravam em vigília frente ao Governo Civil, contra o desemprego e a precariedade que afecta a Região, os quais têm sido agravados pela política deste Governo.
Relativamente à preocupante situação no Irão, foi aprovada, com 9 votos a favor (PS+BE) e 7 abstenções (PSD+CDU+1 do PS), a seguinte moção apresentada pelo BE:
Moção
A Assembleia de Freguesia da Sé, reunida em 18/6/2009, manifesta a sua viva preocupação relativamente à situação ultimamente vivida no Irão e repudia os atentados à liberdade de manifestação e expressão que vêm tendo lugar por ordem do fundamentalismo religioso no poder.
Ainda no período antes da ordem de trabalhos, para além de outros assuntos relativos a graves situações de pobreza na Freguesia da Sé, o Presidente da Junta e a bancada do PS congratularam-se pela tomada de posse dos novos directores das escolas, enaltecendo a forma como estava decorrendo o processo. O Bloco de Esquerda fez questão de não comungar dessa opinião, sublinhando o retrocesso relativamente ao modelo anterior, em que havia um órgão colegial eleito por todos os professores, o qual estava agora transformado num cargo unipessoal para cumprir as ordens dadas pelas direcções regionais, por sua vez às ordens do Ministério da Educação. Em resposta à denúncia do BE de que se trata de mais uma peça do ataque à Escola Pública que tem sido levado a cabo por este governo, o PS retorquiu que agora ainda era mais democrático, uma vez que os conselhos gerais, eleitos pelos professores – esqueceram-se que, por lei, isso só acontece relativamente à componente docente, estando os professores em minoria nos conselhos gerais – é que elegem e até podem demitir o director.
Estamos todos a ver os conselhos gerais (maioritariamente compostos por elementos indigitados pelas autarquias – quase sempre do centrão PS/PSD –, eventualmente por Albinos Almeidas e demais elementos das forças viva$ da nossa praça...) a demitir um director supostamente dócil para os seus intentos!!! Toma lá que é democrático!
Augusto Taveira