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Economia
Março 5, 2014 06:07 PM

No momento em que o Secretário de Estado da Obras Públicas veio chantagear o Algarve, apresentado um ultimato em que pede à região que opte entre a requalificação da EN 125 e a Modernização da Linha do Algarve, o Bloco de Esquerda do Algarve congratula-se com a aprovação por unanimidade pelas assembleias municipais de Lagos a 24 de Fevereiro, e de Faro, a 28 de Fevereiro, de moções defendendo a Modernização e Electrificação da Linha Férrea do Algarve.

Economia
Abril 27, 2007 12:00 AM

Na sessão da Assembleia Municipal de Faro do passado dia 27 de Abril, o deputado municipal independente pelo Bloco de Esquerda, Fernando Leitão Correia, apresentou uma Moção de apoio aos trabalhadores da Direcção Regional do Algarve de Agricultura e Pescas que estão a ser compelidos para a mobilidade especial. 

A Moção foi aprovada por maioria com os votos favoráveis do Bloco de Esquerda, CDU, PSD e ainda de um membro da bancada do PS. Os restantes elementos deste partido votaram contra.

Opinião

Neste aspecto devemos lembrar que o Algarve é uma enorme fonte de receitas para o País, e certamente conseguirá verbas para fazer face às hipotéticas despesas, acrescentando que deve surgir uma dinâmica de solidariedade para com as regiões mais desfavorecidas do todo nacional.

A votação do BE no Algarve é a 2ª mais alta do país (12,9%), logo a seguir a Coimbra (13,01%), o distrito da Marisa e do Pureza. Acho que merecemos uma medalha!

Nesse debate é importante afirmar que, perante as chantagens e boicotes da UE, pode ser necessário pôr em causa a permanência na União, e que, para o caso de nos forçarem a saída, ela deve ser desde já estudada e prevista. Como serão os episódios concretos dessa disputa, não sabemos. Até pode acontecer que, no meio de todas as contradições e divergências que hoje grassam na UE, esta se desagregue por si. Mas o que sabemos de certeza, é que se assim for, isso não irá trazer melhorias para os povos, antes os confrontará com novos e maiores ataques austeritários, medidas antidemocráticas e militarismos agressivos.

O QUE FAZ SENTIDO é pegarmos no conhecimento acumulado, na inteligência emocional, nos ares do 25 de Abril e continuarmos a construir juntos uma sociedade melhor para todas e todos nós!

A democracia não é uma casa sólida que habitamos desde o 25 de Abril, a democracia pode ruir a qualquer momento. Cabe-nos continuar a preservá-la, mudá-la e aguentá-la.

Só a construção de um programa mínimo comum para enfrentar a disputa geoestratégica das potências globais poderá trazer ao primeiro plano dessa disputa a acção própria e independente das esquerdas.

Mas, nos dias de hoje, chamar-lhes de centro, só se justifica se virmos a questão apenas pelo lado geométrico e linear.

Lamentável que tantos organizadores, apresentadores, comentadores, tudo tão inteligente, tão in e prá’frentex, tenham olimpicamente ignorado o colonialismo e os crimes israelitas, mesmo nas barbas dos assassinatos que, na fúria do momento, estão despudoradamente a cometer sobre as martirizadas populações aprisionadas na faixa de Gaza. O pacóvio deslumbramento de quem pensa que também é gente só porque, lá de longe em longe, os donos disto tudo lhe dão um ossinho a roer, para que eles possam continuar a abancar-se com o porco do dinheiro e do poder, também ajudou bem a esta cegueira indesculpável.