No próximo dia 11 de Fevereiro vamos decidir uma questão muito simples: se a mulher deve ou não ter o direito de escolha de ter uma maternidade ou não, se deve ser ela a escolher sobre em que altura deve ficar grávida ou se é um tribunal ou alguém que decide por ela.
Acho que esta questão é uma questão de democracia para a mulher, pois quem decide do corpo dela só deve ser ela e mais ninguém. Os Movimentos do Não, não resolvem o essencial que é o aborto clandestino, pois quer ganhe o sim ou o não, interrupções voluntárias da gravidez vão sempre existir. Agora é preciso saber se estas interrupções voluntárias de gravidez devem ser legais ou ilegais. O que o não defende é que sejam ilegais, que as mulheres são criminosas e por isso têm de recorrer ao aborto clandestino sem condições, pondo em risco a sua saúde e muitas vezes a própria vida.
Por isso eu sou pelo sim para acabar com o aborto ilegal, para que as mulheres tenham condições e que não ponham a sua vida em risco; sou pelo sim para que haja democracia para as mulheres para que sejam elas a decidir o que é melhor para elas, que acabem os julgamentos, as perseguições e humilhações às mulheres.
A questão essencial que na minha opinião vai mudar, é que as mulheres mais pobres poderão interromper uma gravidez sem serem julgadas e sem porem a sua vida em risco.
Só o aborto legal permite democracia, liberdade de escolha, e só com o aborto legal é que nós todos podemos ajudar as mulheres e poderá diminuir o aborto, porque tudo o que é legal tem mais informação, e tudo o que é ilegal tem menos informação.
Concluindo, o aborto legal é a maneira de com a informação, sobretudo para as pessoas mais pobres, terem condições de escolher sem serem obrigadas a ir para o aborto clandestino e para os tribunais.
Por isso no dia 11 todos, mas mesmo todos, têm de decidir se a mulher deve ser penalizada, perseguida e humilhada ou se deve ser ela a decidir ou os tribunais. É uma questão de democracia para a mulher, de humanidade, de direitos sociais e humanos.
Vote sim.